sábado, 29 de março de 2008

Manifestantes defendem uso de células-tronco embrionárias em pesquisas





Com informações da Agência Brasil

Por: Irene Lôbo

Portadores de doenças graves, como distrofia muscular, câncer e alzheimer fizeram hoje (29) um protesto em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), na praça dos Três Poderes, para pedir que os 11 ministros da mais alta corte de justiça do país votem na próxima quarta-feira (5) a favor do uso de células-tronco embrionárias em pesquisas.

Vestidos com camisetas brancas e com lírios cor de laranja nas mãos, jovens como as irmãs Gabriela e Mariana, adultos como Luís Maurício e Patrícia e idosos como Carlos Patto soltaram uma dezena de balões brancos representando a esperança que têm de um dia voltar a viver sem problemas de saúde.

Luís Maurício Alves dos Santos, vítima de acidente de trânsito e membro do Fórum de Apoio às Pessoas com Deficiência, segurava um abaixo-assinado que o movimento irá entregar aos ministros para pedir a liberação das pesquisas com células-tronco de embriões. Na próxima quarta-feira (5), o STF inicia a votação da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 3.510 proposta pelo ex-procurador geral da República Cláudio Fonteles que pede a exclusão do artigo 5º da Lei de Biossegurança (Lei 11.105/05), que prevê o uso dessas células. Santos acredita que os ministros vão votar contra a Adin.

“Passou pelo Congresso, pelo Senado com 96% de aprovação dos senadores e 85% dos deputados e o presidente Lula [Luiz Inácio Lula da Silva] sancionou a lei, o que é positivo. Infelizmente tem a questão religiosa, essa divulgação errada que considera o embrião um ser vivo, como se as pessoas vivas não tivessem também direito à sua própria vida”, afirma.

O coronel da Força Aérea Brasileira aposentado Carlos Anibal Pyles Patto, presidente da Associação Parkinson Brasília, diz que gostaria de perguntar aos ministros do STF o que eles pretendem fazer com as células-tronco embrionárias que já estão armazenadas em laboratórios do país mas não vão mais ser utilizadas para fins de reprodução humana.

“Porque mais cedo ou mais tarde elas [as células] vão ser destruídas, e se vão ser destruídas por que não utilizá-las? Essa pergunta é que eu não consigo resposta”, afirma.

Segundo ele, a Igreja Católica faz questão de impedir o uso dessas células, no entanto, trouxe como tema da campanha da fraternidade deste ano a questão da vida. “Mas ela [a Igreja] está indo contra a vida de uma porção de pessoas que têm Parkinson, alzheimer e várias outras doenças”.

A funcionária pública Patrícia Almeida já teve dois tumores cancerígenos de origem genética, de tireóide e de mama. Ela – que viu a mãe morrer por causa de câncer – espera que as pesquisas com células-tronco embrionárias tragam esperança para os mais novos.

“Eu acho que é uma questão de bom senso porque você ainda não tem uma função vital antes do embrião ser instalado dentro do útero, ali é só uma possibilidade de vida. E você vai trocar isso pela vida de pessoas que já estão aqui, e estão tendo doenças degenerativas e morrendo? Então vamos dar esperança a essas pessoas, vamos avançar com a ciência e não andar para trás”, defende.

Uma família inteira também estava à porta do STF pedindo que as pesquisas com células-tronco embrionárias não sejam proibidas. Trata-se da família das irmãs Gabriela e Mariana Veloso, ambas com distrofia muscular de cintura.

Gabriela, 32 anos, gestora pública, tentou aos seis anos fazer uma aula de balé e não conseguiu. Era o início de uma doença que a deixaria paraplégica aos 27 anos. “Eu acredito muito no discernimento dos nossos julgadores, dos ministros, e sobretudo eu acredito em Deus. Em vários casos são pessoas que têm doenças muito graves, letais, e essas pessoas têm pressa. Essas pesquisas representam a única esperança, o resto é paliativo”, diz.

Mariana, 30 anos, publicitária, descobriu que tinha o mesmo problema da irmã quando tinha sete anos e perdeu a força dos músculos. Para ela, a aprovação do uso de células-tronco de embriões significa esperança. “Para todo mundo que precisa, não só para as pessoas que têm distrofia muscular, mas para quem tem diabetes, alzheimer…a gente está lidando com o tempo de vida dessas pessoas.”

Hoje (29), no Rio de Janeiro, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defendeu a aprovação de pesquisas com células-tronco embrionárias. Para Temporão, a liberação dos estudos colocará o Brasil “em pé de igualdade” com os centros de pesquisas mais avançados do mundo.

sábado, 1 de março de 2008

Manifestantes fazem ato por células-tronco no STF


Da Agência Estado
29/02/2008
21h00
-Um grupo de 30 pessoas, entre portadores de doenças degenerativas e seus familiares, fez nesta sexta-feira diante do Supremo Tribunal Federal (STF) um ato simbólico em favor da Lei de Biossegurança, cuja legalidade será analisada na próxima semana pelo STF. No grupo, Daniele Araújo, casado com Ronald de Carvalho, 34 anos, que sofre de esclerose múltipla e que em 2005 quando a lei foi aprovada pelo Congresso, conseguiu andar de muletas e tinha autonomia para atividades básicas. Hoje, precisa de ajuda para praticamente tudo. “Até para comer ele precisa de ajuda”, afirmou

Daniele era católica. Quando o marido começou a desenvolver a doença, procurou respostas na religião e na ciência. As pesquisas com células-tronco embrionárias seriam, de acordo com ela, uma esperança para o marido. Diante da resistência da Igreja ao uso dos embriões em estudos científicos, perdeu a fé no Catolicismo. "Hoje eu sou espírita", revelou. Tânia Fonteles foi representar a filha, Maria Fernanda, 5 anos, que tem atrofia muscular espinhal e desde que nasceu sai da cama apenas para ir ao hospital. "Quando se tem alguém na família que precisa desse tratamento, a situação é diferente. Se ele (o ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles) tivesse um familiar nessa situação, não entraria com essa ação contra a lei", afirmou.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Manifestantes defendem uso de células-tronco embrionárias em pesquisas




Da Agência Brasil




Portadores de deficiência física fazem manifestação em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo apoio às pesquisas com células-tronco embrionárias

Brasília - Portadores de doenças graves, como distrofia muscular, câncer e alzheimer fizeram hoje (29) um protesto em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), na praça dos Três Poderes, para pedir que os 11 ministros da mais alta corte de justiça do país votem na próxima quarta-feira (5) a favor do uso de células-tronco embrionárias em pesquisas.

Vestidos com camisetas brancas e com lírios cor de laranja nas mãos, jovens como as irmãs Gabriela e Mariana, adultos como Luís Maurício e Patrícia e idosos como Carlos Patto soltaram uma dezena de balões brancos representando a esperança que têm de um dia voltar a viver sem problemas de saúde.

Luís Maurício Alves dos Santos, vítima de acidente de trânsito e membro do Fórum de Apoio às Pessoas com Deficiência, segurava um abaixo-assinado que o movimento irá entregar aos ministros para pedir a liberação das pesquisas com células-tronco de embriões. Na próxima quarta-feira (5), o STF inicia a votação da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 3.510 proposta pelo ex-procurador geral da República Cláudio Fonteles que pede a exclusão do artigo 5º da Lei de Biossegurança (Lei 11.105/05), que prevê o uso dessas células. Santos acredita que os ministros vão votar contra a Adin.

"Passou pelo Congresso, pelo Senado com 96% de aprovação dos senadores e 85% dos deputados e o presidente Lula [Luiz Inácio Lula da Silva] sancionou a lei, o que é positivo. Infelizmente tem a questão religiosa, essa divulgação errada que considera o embrião um ser vivo, como se as pessoas vivas não tivessem também direito à sua própria vida", afirma.

O coronel da Força Aérea Brasileira aposentado Carlos Anibal Pyles Patto, presidente da Associação Parkinson Brasília, diz que gostaria de perguntar aos ministros do STF o que eles pretendem fazer com as células-tronco embrionárias que já estão armazenadas em laboratórios do país mas não vão mais ser utilizadas para fins de reprodução humana.

"Porque mais cedo ou mais tarde elas [as células] vão ser destruídas, e se vão ser destruídas por que não utilizá-las? Essa pergunta é que eu não consigo resposta", afirma.

Segundo ele, a Igreja Católica faz questão de impedir o uso dessas células, no entanto, trouxe como tema da campanha da fraternidade deste ano a questão da vida. "Mas ela [a Igreja] está indo contra a vida de uma porção de pessoas que têm Parkinson, alzheimer e várias outras doenças".

A funcionária pública Patrícia Almeida já teve dois tumores cancerígenos de origem genética, de tireóide e de mama. Ela - que viu a mãe morrer por causa de câncer - espera que as pesquisas com células-tronco embrionárias tragam esperança para os mais novos.

"Eu acho que é uma questão de bom senso porque você ainda não tem uma função vital antes do embrião ser instalado dentro do útero, ali é só uma possibilidade de vida. E você vai trocar isso pela vida de pessoas que já estão aqui, e estão tendo doenças degenerativas e morrendo? Então vamos dar esperança a essas pessoas, vamos avançar com a ciência e não andar para trás", defende.

Uma família inteira também estava à porta do STF pedindo que as pesquisas com células-tronco embrionárias não sejam proibidas. Trata-se da família das irmãs Gabriela e Mariana Veloso, ambas com distrofia muscular de cintura.

Gabriela, 32 anos, gestora pública, tentou aos seis anos fazer uma aula de balé e não conseguiu. Era o início de uma doença que a deixaria paraplégica aos 27 anos. "Eu acredito muito no discernimento dos nossos julgadores, dos ministros, e sobretudo eu acredito em Deus. Em vários casos são pessoas que têm doenças muito graves, letais, e essas pessoas têm pressa. Essas pesquisas representam a única esperança, o resto é paliativo", diz.

Mariana, 30 anos, publicitária, descobriu que tinha o mesmo problema da irmã quando tinha sete anos e perdeu a força dos músculos. Para ela, a aprovação do uso de células-tronco de embriões significa esperança. "Para todo mundo que precisa, não só para as pessoas que têm distrofia muscular, mas para quem tem diabetes, alzheimer...a gente está lidando com o tempo de vida dessas pessoas."

Hoje (29), no Rio de Janeiro, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defendeu a aprovação de pesquisas com células-tronco embrionárias. Para Temporão, a liberação dos estudos colocará o Brasil "em pé de igualdade" com os centros de pesquisas mais avançados do mundo.




quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Torre de TV será revitalizada





A maior torre de televisão da América Latina e uma das atrações preferidas dos turistas em Brasília vai passar por reforma. O Ministério do Turismo já disponibilizou verba para obras. Monumento será impermeabilizado e mirante terá mais acessos.

A Torre de TV, um dos lugares preferidos pelos brasilienses e turistas, principalmente aos fins de semana, passará por reformas. Está previsto para o primeiro semestre deste ano o início das obras de revitalização local, que recebe mensalmente cerca de 250 mil pessoas.

De acordo com a Empresa Brasiliense de Turismo(BrasíliaTur), a restauração ocorrerá em duas etapas. No primeiro momento, as obras serão emergenciais e se focarão no acesso ao mirante. Apenas um dos três elevadores funciona. Ele transporta cerca de 1,7 mil pessoas por dia.

“Esses elevadores são muito antigos e, pelo fato de ter apenas um funcionando, as filas são muito grandes. Isso diminui o entusiasmo dos visitantes”, afirmou o diretor de marketing da BrasíliaTur, Ivan Valadares.

Além disso, informou Valadares, as escadas também passarão por reformas e a base da Torre será impermeabilizada. Para estas primeiras reformas, parte dos recursos vem do governo federal. A ministra do Turismo, Marta Suplicy, aprovou o repasse de R$ 1 milhão. Em contrapartida, o GDF disponibilizará R$ 400 mil.

Em novembro passado, os banheiros localizados no subsolo do local foram reformados. Foram trocados pisos, revestimentos, louças, metais e instalados espelhos. Mas a obra causou polêmica, pois membros do Fórum Permanente de Apoio e Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do DF e Entorno(Faped), em visita à Torre no último domingo(21) reclamaram da falta de acessibilidade das instalações.

“O acesso ao banheiro tem escadaria, não tem faixa tátil para deficiente visual, não tem relevo em braile, não tem todos os rebaixamento de meios fios o suficiente; a subida para a base da torre ainda é a mesma sem nenhuma proposta de uma rampa mais independente”, relatou o secretário geral da Faped, Luís Maurício Alves dos Santos.

Valadares afirmou que a BrasíliaTur encomendou um plano diretor para a revitalização da Torre, e garantiu que o estudo contemplará as normas de acessibilidade. Segundo ele, deverá estar pronto em fevereiro. “Esse plano diretor vai definir o que é viável e o que pode ser feito. Será pautado pela acessibilidade. A revitalização da Torre faz parte do projeto Brasília Cartão Postal, que pretende nos tornar a capital da acessibilidade”, respondeu Valadares.

Um dos pontos mais importantes do plano diretor tem a ver com a Feira de Artesanato, um dos grandes atrativos da Torre de TV, em funcionamento desde 1970. “Pretendemos padronizar as barracas e ver quem está lá de forma irregular. Existe a hipótese de até aumentar a área da feira”, explicou Valadares. Segundo ele, o número de barracas excede o do projeto inicial. Hoje, são 550 feirantes em um local destinado a 300.


Mais repasses

Outro lugar que receberá recursos do Ministério do Turismo neste ano é o Pavilhão ExpoBrasília do Parque da Cidade. De acordo com a Direção de Infraestrutura Turística do ministério, foram liberados o repasse de R$ 2 milhões ao governo local para a revitalização do local. O processo será o mesmo da Torre de TV: ocorrerão obras emergenciais no piso e banheiros, e contratados estudos urbanísticos que definirão os rumos das obras.


Saiba mais

A Torre de Televisão é a maior da América Latina. Foi projetada em 1959 por Lúcio Costa para a transmissão de sinais de rádio e TV e tem 224 metros de altura. Segundo a BrasíliaTur, o local é o segundo maior centro de visitação de turistas de Brasília. O primeiro é a Catedral Metropolitana de Brasília.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Governo atualiza carteiras de passe-livre


Autor: Marina de Sá

Há dez dias, a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania, por meio da Diretoria para Assuntos da Pessoa com Deficiência (DAPD), começou a substituição de carteiras de passe-livre por cartão eletrônico. A troca é em ordem alfabética e até agora já foram mais de quatro mil. No entanto, a DAPD continua a receber novos pedidos de benefícios. Dados da Diretoria mostram que, na primeira quinzena de janeiro, houve mais de duas mil solicitações e 860 ainda esperam perícia técnica.

O atendimento deste serviço para o público é de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, na Praça do Cidadão, na estação do metrô da 114 Sul. O cadastro utilizado para a confecção dos cartões eletrônicos é o referente ao último recadastramento (2005 e 2006). As pessoas que, por algum motivo, perderam este recadastramento devem procurar a DAPD para regularizar a sua situação. Quem não se cadastrou, deve levar o comprovante médico da deficiência, cópia de identidade e CPF e comprovante de renda salarial de até três salários mínimos.

César Pessoa, da DAPD, informa que não é necessário chegar mais cedo. "Ninguém vai perder esse serviço. Por isso nós criamos o sistema de ordem alfabética", esclarece. As atuais carteiras vão continuar valendo até o dia 30 de abril, tempo suficiente para a troca de aproximadamente 40 mil carteiras.

Essa legislação se aplica ao Distrito Federal pela Lei Distrital 566/93, regulamentada pelo Decreto 20566/93, sobre portadores de deficiência física. A Lei Distrital 773/94 garante o benefício de passe livre também para portadores de câncer, do vírus HIV, de anemias congênitas e coagulatórias, como hemofilia. Os doentes renais crônicos também podem obter a carteira, pela Lei Distrital 453/93.

O problema acontece nas viagens interestaduais: como são leis distritais, as viações não são obrigadas a aceitar o passe livre do DF. Diferentemente da legislação do Distrito Federal, que concede o benefício a portadores de deficiência com renda de até três salários mínimos, a lei federal só oferece passe livre interestadual a quem tem até um salário mínimo.

Luís Maurício dos Santos, militar reformado e presidente da Associação de Pessoas com Deficiência do Gama e Entorno, explica: "eu sempre falo para a pessoa tentar tirar primeiro o passe interestadual. Só depois procurar o serviço social do município e tirar o passe local". Ele não tem passe livre porque sua renda é superior à exigência da lei. "Muita gente não sabe, mas a legislação é direcionada ao deficiente carente", conclui Luís Maurício.

SERVIÇO:

Praça do Cidadão: Estação de metrô 114 Sul

CRONOGRAMA DE TROCA DAS CARTEIRAS

Inicial do nome
 Qtd. Total
Semana Data da entrega/2008
AeB
 4996
 1 7 a 18 de janeiro
CeD
 3326
 2 21 a 25 de janeiro
EeF
 4527
 3 28 a 15 jan/fevereiro
G,H e L
 2993
 4 18 a 22 fevereiro
J,K e L
 7069
 5 25 a 14 fev/março
M
 7098
 6 17 a 4 março/abril
N,O,P,Q e R
 4561
 7 7 a 18 de abril
S,T,U,V,W,X,Y e Z
 4307
 8 22 a 30 de abril  


quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Iniciativa - Dentista adapta consultório para deficientes físicos


Iniciativa

Cláudia Toledo / Marcos Tavares



Dentista adapta consultório para deficientes físicos.

O presidente da Associação dos Deficientes do Gama, Luís Maurício dos Santos, foi convidado para testar as adaptações. A equipe de reportagem do Bom Dia DF acompanhou a visita.

Na entrada, o cadeirante encontrou uma pequena rampa e portas mais largas para facilitar a passagem. No banheiro, espaço amplo e adaptado com duas barras de apoio.

Na hora do tratamento, mais conforto. Se necessário, o paciente pode ser atendido na própria cadeira de rodas. O dentista encomendou equipamentos com braços mais longos. A cadeira do consultório também é maior no encosto. Dá mais segurança para quem não tem os movimentos.

“A idéia básica é oferecer mais conforto e facilitar o acesso das pessoas, de maneira que elas queiram vir. E preciso criar esse tipo de vontade nos pacientes e retirar deles o medo de obstáculos, de problemas de acessibilidade. Facilitando isso o profissional ganhará novos clientes”, explica o dentista Ulpiano Santiago.

Segundo Luís Maurício, as alterações ajudam quem tem dificuldade para se movimentar, mas citou pequenas correções: “É preciso ter força para ultrapassar a rampa da entrada. No banheiro, mesmo com as duas barras, ainda tem a questão da altura do vaso sanitário. A transferência da cadeira melhoraria com uma cinta para colocar na altura da cintura. Também tem a questão da perna”, sugere.

É importante lembrar que, só no Distrito Federal, cerca de 270 mil pessoas têm alguma deficiência. Trinta mil usam cadeira de rodas. “Essa iniciativa também serve para outros profissionais. Serve para mostrar que o deficiente também é um consumidor”, ressalta Luís Maurício.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Dia do Deficiente é comemorado na Câmara Legislativa


Dia do Deficiente é comemorado na Câmara Legislativa




A luta pela acessibilidade e por melhor qualidade de vida aos portadores de deficiência do Distrito Federal foi lembrada hoje, no plenário da Câmara Legislativa, durante sessão solene em comemoração ao Dia Internacional das Pessoas com Deficiência (3 de dezembro). A sessão foi realizada por iniciativa dos deputados Erika Kokay (PT) e Wilson Lima (PR).

- Sueid Miranda: promover a inclusão social (Foto: Rinaldo Morelli/CCS)



Erika Kokay disse que ainda há muito a ser feito em prol da acessibilidade das pessoas com deficiência no Distrito Federal. Destacou que o Orçamento do DF assegurou para este ano cerca de R$ 6 milhões para acessibilidade, mas os recursos, na prática, não foram aplicados em benefício das pessoas com deficiência. Como exemplo, lembrou que apenas 20 ônibus da frota do DF foram adaptados para atender os deficientes, número insuficiente para suprir a demanda.

Defendeu, mais uma vez, maior fiscalização da aplicação dos recursos orçamentários, além da instituição de políticas públicas que contribuam para dar cidadania aos deficientes, assegurando a eles o direito de ir e vir e também acesso ao mercado de trabalho. "É preciso romper as barreiras mais profundas, que são o preconceito e a discriminação", acrescentou a deputada.

O presidente do Instituto Cultural, Educacional e Profissionalizante das Pessoas Deficientes do DF (ICP), Sueid Miranda Leite, pediu maior sensibilidade por parte das autoridades públicas no sentido de promover a inclusão social dos portadores de deficiência.

De acordo com Sueid, o ICP tem como missão principal a capacitação e o encaminhamento de pessoas deficientes ao mercado de trabalho. Informou que este ano foram capacitadas 995 pessoas, sendo que deste total 380 ingressaram no mercado de trabalho.

O direito à acessibilidade das pessoas deficientes foi defendido também pelo presidente da APEDF, do Riacho Fundo, Aloisio Alves; pelo presidente da Associação dos Deficientes do Gama e Entorno, Luiz Maurício Alves dos Santos; e pelo coordenador do Corde/DF, Fernando Cotta.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Deficientes querem ser respeitados no DF


JORNAL COLETIVO


Deficientes querem ser respeitados no DF

 


Marcha na Rodoviária serviu para reivindicar mais acesso e inclusão social, marcando o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, celebrado hoje

Daniela Torres

A II Marcha das Pessoas com Deficiência reuniu cerca de 50 manifestantes, na manhã de hoje, próximo à Rodoviária do Plano Piloto. Eles fecharam duas faixas do Eixo Monumental para reivindicar mais acesso não só a rampas de ônibus, mas também à educação, à saúde e ao lazer.

Além disso, os deficientes visuais, auditivos, físicos, autistas e com Síndrome de Down que vivem no DF e Entorno reivindicam inclusão social e reformas para melhorar acessibilidade de pessoas com deficiência aos espaços públicos. O ato também marcou o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, celebrado hoje.

Mesmo em número reduzido, os manifestantes, com muito esforço, deram a volta na Rodoviária e pediram medidas inclusivas ao GDF, como escolas acessíveis, intérprete de Libras (linguagem de sinais para deficientes auditivos), legenda na TV, trabalho, saúde de qualidade e outros mecanismos. Os manifestantes também se queixaram da moradia no DF. Eles dizem que a sociedade os exclui à medida que só podem morar em alguns lugares.

“Os banheiros quase nunca são adaptados e são pequenos para realizar isso”, disse um dos organizadores.

De acordo com o vice-presidente do Conselho dos Direitos das Pessoas com Deficiência do DF, Luiz Maurício Alves dos Santos, é preciso avaliar e reconhecer que a capital federal evoluiu.

“O governador [José Roberto Arruda] viu a necessidade de inclusão no transporte. Porém, 20 ônibus não atendem os 300 mil deficientes do DF”, disse, referindo-se ao lançamento das 20 linhas de transporte público com veículos adaptados.

O funcionário público Eliseu Alves Campos, 29 anos, disse que Brasília tem muitos problemas com rampas e ônibus. “Muitos deficientes não tiveram como vir para a manifestação porque não tinha condução.”

Crianças com deficiência também participaram do ato. O estudante Perseu Reis de Oliveira Rufino, 14 anos, conta que quando vai para escola enfrenta vários obstáculos. “No caminho do colégio, tem um lugar que nem calçada tem, preciso passar pela rua e corro o risco de ser atropelado”, completou.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Blitz no Detran do SIA quer checar acessibilidade


Blitz no Detran do SIA quer checar acessibilidade



Associação das Pessoas com Deficiência do Gama e Entorno (ADGE) afirma que atendimento para as pessoas com deficiência é precário.

Nesta segunda-feira (19), às 14 horas, o Fórum Permanente de Apoio e Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Faped) realiza blitz no Departamento de Trânsito do DF (Detran) do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) para verificar irregularidades no atendimento para pessoas com deficiência.

A visita contará com a presença de representantes do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon), do Conselho Distrital de Direitos Humanos, Conselho de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e outros órgãos de Direitos das Pessoas com Deficiência.

De acordo com informações da diretoria da entidade, foram recebidas denúncias da Associação das Pessoas com Deficiência do Gama e Entorno (ADGE) de que o atendimento para as pessoas com deficiência no departamento daquele setor é precário.

Na denúncia da ADGE é relatado que as pessoas com deficiência não têm preferência no atendimento e que o tempo de espera é mais de 1 hora e 50 minutos. No DF, mais de 300 mil pessoas possuem algum tipo de deficiência. O Detran é muito freqüentado por esse segmento por ser o lugar onde são feitos os laudos para compra de carro com isenção de ICMS, IOF e outros tributos, aquisição do selo de condutor e outros serviços.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

DF terá 40 ônibus adaptados...



DF terá 40 ônibus adaptados...

 
   A nova frota de ônibus do DF vai receber, no mês que vem, 40 veículos adaptados para deficientes físicos em cadeiras de rodas. Foi o que garantiu, ontem, o secretário de Transportes, Alberto Fraga, após reunião com representantes do Fórum Permanente de Apoio e Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência do DF (Faped).

Os ônibus foram prometidos em maio, durante audiência pública, onde foi entregue o Programa Brasília Integrada e afirmado que a nova frota de ônibus seria constituída de veículos acessíveis. "Houve atraso. Mas em agosto, quando entregarmos 80 ônibus, 40 serão adaptados com elevadores. Serão os primeiros de Brasília. O objetivo é atingir 20% de toda a frota", afirmou Fraga.

Campanha
Ontem, o fórum foi cobrar a promessa e aproveitou para anunciar a campanha "Contagem Regressiva para Quem já Esperou a Vida Toda". O coordenador-geral do fórum, Michel Platini, disse que o fórum espera que, até 21 de setembro, Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, os ônibus estejam adaptados. Do contrário, farão uma manifestação, em nome dos 300 mil deficientes que devem ser lembrados na implantação do Programa Brasília Integrada.

“Se tudo der certo, e for feita a acessibilidade, só teremos a agradecer. Se não, vamos ao Buritinga (Centro Administrativo do GDF em Taguatinga) fazer uma manifestação", avisa Michel. Pela falta de acessibilidade, muitas vezes, deficientes precisam de ajuda de outras pessoas para se locomover. Dessa forma, até o horário influencia a dificuldade dos deficientes. "É muito difícil pegar ônibus ou lotação. E se ficamos fora de casa depois das 22h, não temos como voltar", reclama a cadeirante Sheila Melo.

Demanda
Segundo Fraga, é comum que empresas de ônibus afirmem que a demanda de deficientes é pequena, por isso atrasam ou não cumprem as normas. "É claro que a demanda é pequena. Não há como o deficiente pegar ônibus. Não há o mínimo de acessibilidade", declara. A linha de ônibus adaptados pertence à Viplan, que não faz itinerário em todo o DF, o que deve prejudicar alguns deficientes. "Se as adaptações forem bem elaboradas, podemos até fazer com que esses ônibus especiais corram em outras linhas", ressalta Fraga. Ele anunciou que em dezembro de 2008, deve haver licitação exigindo acessibilidade em todos os transportes públicos.

Os cadeirantes também pediram a retirada da barra que divide a porta traseira dos ônibus para facilitar a passagem da cadeira de rodas, além de dois acentos desses veículos, que podem ser da frota antiga. E pediram também que o secretário os ajudasse a criar um grupo de estudo para entender a situação de deficientes junto ao Detran. "A burocracia para tirar carteira ou adaptar o carro ao deficiente é muito grande, e nos obriga a voltar ao órgão várias vezes. Precisamos mudar essa visão", afirma o cadeirante Aluízio Alves, integrante da Faped.

O cadeirante Luiz Maurício Alves, presidente da Associação dos Deficientes do Gama e Entorno diz que foi surpreendido pela boa notícia dos 40 ônibus que chegam em agosto. "Os ônibus são só de uma empresa. Melhora a situação, porém não resolve o nosso problema. Mas já é um pontapé inicial", afirma. O coordenador do Faped, Michel Platini, também achou a reunião positiva. "O que a gente conseguiu é fruto de nossa luta. Precisaremos de mais ônibus. Essa é a nossa perspectiva", declara.

Michel diz que a luta do Faped engloba os direitos dos cadeirantes, mas também dos cegos, surdos e pessoas com mobilidades reduzidas. "Quando conseguimos garantir um direito, temos mais chances de contemplar as necessidades de todos. Lutamos por uma cidade com desenho universal, que sirva para todos", explica.
Autor: Luiz Calcagno - Jornal de Brasilia